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terça-feira, 3 de maio de 2011

ASPECTOS DA INCERTEZA

A incerteza pode ser definida como a dúvida diante de duas ou mais alternativas. Incerteza é desconhecimento e ela desempenha papel central nas decisões de investimentos. O problema é especialmente complexo nas decisões de investimentos empresariais de prazo longo cujos riscos sejam muito altos no caso de ocorrerem cenários negativos.

Há incertezas espontâneas e incertezas criadas. As espontâneas dizem respeito aos fenômenos da natureza e aos fenômenos sociais não controlados diretamente por ninguém ou de baixo poder de controle. Neste grupo se encaixam as chuvas, as secas, os furacões, os eventos de mercado (como a inflação e as recessões) e os distúrbios políticos (como os ocorridos no Egito, na Líbia e na Tunísia).

No segundo grupo estão as incertezas criadas, em geral, pelos governantes. Clima hostil ao investimento privado, hábito de não respeitar contratos juridicamente perfeitos, rompimento de regras previamente acordadas, mudanças constantes na legislação de tributos, rejeição ideológica ao lucro, estes são eventos criados por governos, cujo efeito principal é assustar e afugentar os investidores. Uma região dedicada à busca de investidores terá maior ou menor êxito dependendo do grau de incerteza vigente.

A questão é que as incertezas, espontâneas ou criadas, produzem riscos, cabendo ao empreendedor a decisão de corrê-los, assumi-los ou desistir do negócio. Quanto às incertezas espontâneas, não há o que fazer, pois ninguém conhece o futuro e os fenômenos da natureza e os eventos sociais são, em maior ou menos medida, incontroláveis. No máximo, é possível examinar o passado, observar o presente e imaginar os cenários futuros possíveis.

O caso das incertezas criadas é diferente. Estas são obras dos governantes e estão sujeitas às decisões políticas. Logo, elas podem, por atos de gestão, ser minimizadas ou eliminadas. A base da economia e do progresso é o setor produtivo e não o governo, e é da economia privada que o governo tira os recursos necessários para sua própria subsistência e para os serviços públicos. Assim, criar incertezas por atos políticos, a ponto de potencializar riscos e provocar fuga de investidores, é comportamento estúpido.

Note que há diferença entre correr riscos e assumir riscos. Uma companhia de seguros assume riscos; seus segurados correm riscos. Ao possuir um veículo, você corre o risco de ser roubado ou de sofrer acidente no trânsito. Você não controla esse risco, ainda que tome cuidados para minimizar a probabilidade de sua ocorrência. As seguradoras, por sua vez, assumem riscos sobre base confiável de cálculos probabilísticos; por isso, elas apresentam lucros em seus balanços. Elas assumem o risco que o cliente corre e, se houver sinistro, pagam o prejuízo. Para tanto, cobram prêmios de seguro quando os clientes compram apólices de cobertura.

O que torna o ato apenas um negócio para a seguradora é o fato de ela operar de forma coletiva. Em um grupo de cem mil clientes, é previsível o percentual de carros que serão roubados ou acidentados, e a seguradora oferece proteção mediante pagamento de uns 5% sobre o valor do veículo. Por esse dinheiro ela assume o risco que você corre.

Quando um empresário planeja montar seu negócio, ele o faz sob incertezas econômicas, procura prever os riscos, espontâneos ou criados, e decide que riscos assumir (comprar proteção), que riscos correr e que riscos não enfrentar. Como não há como fazer hedge (comprar proteção) contra riscos políticos, o governante hostil a investimentos, que rompe contratos juridicamente válidos ou anula regras combinadas, notoriamente cria clima de fuga de investidores.

Visto sob a ótica do empresário, investir é arte e ciência e requer conhecimento, visão e intuição. O Barão de Rothschild, famoso banqueiro, dizia que o melhor momento para investir é quando o sangue corre pelas ruas. Ele dizia que, na tragédia, os ativos ficam baratos e, um dia, as guerras e os conflitos cessam e os negócios se recuperam. Essa é a hora de colher os lucros. Todos os que compraram ações quando as bolsas despencaram e tiveram paciência de esperar ganharam dinheiro.

Pois bem, se o Estado quiser atrair investimentos, a primeira coisa a fazer é acabar com a criação de incertezas nos gabinetes governamentais. Hostilizar investidores pode satisfazer a necessidade de odiar, mas não é receita de prosperidade.

José Pio Martins, economista, é Reitor da Universidade Positivo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A China é aqui

A China é aqui

Povão, ser ou não ser

Publicado em 18/04/2011 | André Gonçalves • agoncalves@gazetadopovo.com.br


Tive um professor de His­­tória que costumava repetir uma piada, mais ou menos engraçada, de que o comunismo podia até ser o céu, o problema era o purgatório do socialismo. Claro que era um humor muito sofisticado para adolescentes, mas não deixa de ser uma análise interessante.

Em linhas gerais, o comunismo puro de Karl Marx e Frie­­drich Engels desenha uma sociedade igualitária, apátrida e livre do Estado, mas que só pode ser alcançada por uma transição capaz de equalizar desigualdades, o socialismo. A questão é que, nas tentativas práticas, a revolução socialista acabou virando sinônimo de um Estado-Monstro, que manda em tudo.

E quem conseguiu controlar as rédeas desse bichano, vide Josef Stálin e Fidel Castro, gostou tanto que não quis largar o osso. O resultado todo mundo conhece: regimes totalitários que se transformaram em exem­­plos universais do que não se fazer.

A aplicação das teorias de Marx e Engels é algo obviamente bem discutível, porém, O Manifesto Comunista, publicado pela primeira vez em 1848, segue perene no que se refere à luta de classes. No Brasil de hoje, não há exatamente uma luta, mas um atropelamento. No ano passado, a classe C recebeu 19 milhões de pessoas vindas das classes D e E e chegou a 101 milhões de pessoas (53% do total de 191,8 milhões de brasileiros).

Um ano antes, ela correspondia a 49% da população e o crescimento não vai parar por aí. A “nova” classe média, com renda familiar entre três e dez salários mínimos, deve abarcar até 65% da população em 2014, quando o país sediará a Copa do Mundo.

O fenômeno, claro, não passou despercebido pelos políticos. Tanto que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT) começaram a se digladiar explicitamente pela paternidade desse grupo na semana passada. FHC ousou ao dizer que os tucanos devem esquecer o “povão”, o que gerou reação imediata do petista.

Na verdade, Fernando Hen­­rique queria dizer que o partido deve sintonizar-se com a classe C. Geraldo Alckmin parece ter sido um dos poucos que entenderam o recado e logo defendeu o colega como “grande responsável” pela inclusão social no país. Em Londres, Lula rebateu: “Não sei como alguém estuda tanto e depois quer esquecer o povão.”

A batalha é curiosa. Inega­velmente, Lula tem mais identidade com a classe C – não fosse assim, não conseguiria eleger uma sucessora sem bagagem política. Mas FHC, com a mesma sutileza do meu professor, acertou o tom: a nova classe mé­­dia não quer ser tratada como “povão”.

Mais brasileiros com mais dinheiro no bolso vão começar a pleitear novas políticas públicas para subir ainda mais na vida. Temas como excesso de impostos, infraestrutura e qualidade do serviço público vão entrar na agenda para valer, amenizando clichês paternalistas e clientelistas. Sim, uma re­­volução está por vir e, como no passado, o Estado-Monstro não vai sobreviver. Por enquanto, PT e PSDB não estão devidamente conectados à demanda desse furacão social – mais so­­fisticado e ambicioso do que um simples “povão”. É melhor que ambos reflitam sobre Marx e Engels, mas que também se atraquem em Philip Kotler, o papa do marketing. Quem não usar estratégias de administração capitalista modernas, como diferenciação e segmentação, para se antecipar ao que deseja a classe C vai ficar fora do páreo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A LEI DA ESCASSEZ

Definitivamente, Deus não é socialista. Ele não distribuiu a inteligência e os dons artísticos de forma justa e proporcional. Na adolescência, fiquei bronqueado com o Criador quando tentei jogar futebol e constatei que, em relação a mim e Pelé, nosso Senhor foi cruel. Ao Rei, Ele deu tudo; a mim, só mediocridade. Testei o Criador mais uma vez, quando fui estudar música. Novamente Ele me decepcionou. A Beethoven, Deus fez um gênio; a mim, um selvagem musical. Achei melhor dedicar-me a uma profissão que lidasse com números, porque nisso eu era bom. Mas o que isso tem a ver com economia?

Virou moda, no Brasil, acreditar-se em duas bobagens. Uma, que basta vontade política para implantar o paraíso na Terra. Outra é achar que a lei seja capaz de produzir milagres. O fenômeno repetiu-se na discussão do reajuste do salário mínimo. Determinado dirigente público chegou a afirmar que bastou vontade política ao governo do Paraná para fixar o maior salário mínimo estadual do país.

Sem entrar no mérito do salário mínimo no Paraná, cabe perguntar: se o problema é apenas questão de "vontade política", por que economizar na bondade? Por que não fixar o mínimo em dois mil reais? Ouvi um empresário afirmar que inflação se combate com vontade política e não com elevação da taxa de juros. Se ele quis dizer que é preciso vontade para agir, tudo bem. Mas, se quis dizer que a vontade substitui medidas de caráter econômico seria a primeira vez que alguém garante ser possível combater inflação com uma emoção: à vontade.]

Felizmente, a Constituição protege o direito de enunciar bobagens e ninguém precisa se preocupar. Não há punição para a estupidez. O problema é que um parlamentar custa caro, para sair por aí dizendo coisas sem sentido. O chanceler alemão Konrad Adenauer tinha razão, quando também reclamava do Criador, ao afirmar: "O bom Deus, que limitou a inteligência dos homens, infelizmente não limitou a estupidez".

Se vontade política e leis jurídicas resolvessem os problemas econômicos, bastaria exportar alguns legisladores para as nações pobres que a fome e a miséria seriam banidas naqueles países. Afora as ironias, só há uma forma de aumentar a fatia média do bolo de cada indivíduo: pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima do crescimento da população. Ou seja, a produção de pão tem de aumentar mais que o aumento do número de bocas. Então, por que o PIB não cresce mais? Por uma razão simples: escassez dos fatores de produção, de que os dois principais são à força de trabalho e o estoque de capital.

A força do trabalho é medida pelo número de trabalhadores multiplicado pela quantidade de horas anuais trabalhadas. O capital é a soma dos instrumentos de produção à disposição da população (estradas, pontes, prédios, portos, aeroportos, máquinas, ferramentas, equipamentos, aparelhos, móveis, etc.). Também é importante a "habilidade" com que o trabalhador maneja o capital. Se dermos a dois trabalhadores dois machados e duas toras de madeira para que produzam lenha, ao final do dia o volume de lenha de um será diferente do outro. A essa habilidade no uso do machado chamamos "tecnologia".

Agora, imaginemos que a um terceiro lenhador seja dado uma motosserra elétrica. Este certamente produzirá muitas vezes mais do que os dois primeiros juntos. Não porque ele seja mais habilidoso, mas apenas porque lhe foi dado um "bem de capital" muito mais poderoso e mais eficiente. Pois bem, o número de trabalhadores, a quantidade de horas trabalhadas anualmente, o tamanho do estoque de bens de capital e o nível tecnológico são, todos, fatores limitados e escassos. Por isso, o tamanho do produto anual é limitado. Em países muito pobres, essa limitação (escassez) é tão grande, que o PIB é incapaz de alimentar minimamente a população.

A lei da escassez é uma das principais restrições ao progresso material da humanidade. Ela não é única. Há outras leis econômicas envolvidas no processo produtivo e somente com educação, desenvolvimento tecnológico, ética nas relações sociais e trabalho eficiente um país consegue progredir e vencer a fome e a miséria. Leis jurídicas são importantes, são um bem público, mas elas não têm a capacidade de superar limites e restrições físicas. Elas podem ajudar, mas não substituir os fatores reais de produção. Nenhuma vontade política e nenhuma lei podem me transformar num Pelé ou num Beethoven.

José Pio Martins, economista, é Reitor da Universidade Positivo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eleição de João Paulo II, “choque” que mudou a história

Apresentado em Roma livro sobre começo do seu pontificado

ROMA, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - "Que coragem tiveram esses cardeais para eleger um Papa de um país que está o outro lado da Cortina de Ferro!": esta foi a primeira reação do então secretário de Estado da Santa Sé, Dom Agostino Casaroli, durante o anúncio, na Praça de São Pedro, da eleição de Karol Wojtyla.
Esta foi uma das recordações comentadas pelo cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos, por ocasião da apresentação, em 16 de fevereiro, em Roma, do livro "Choque Wojtyla - O começo do pontificado" (Shock Wojtyla - L'inizio del pontificato), publicado na Itália pela editora San Paolo, com a coordenação de Marco Impagliazzo, professor de História Contemporânea na Universidade para Estrangeiros de Perúgia.

O livro, através de 15 ensaios de vários autores, analisa as reações, em diferentes níveis - mundo católico, opinião pública, meios de comunicação, diplomacias, relações internacionais -, encontradas em todo o mundo, após o anúncio de 16 de outubro de 1978.

Este volume é o primeiro de uma série que, com o apoio do Serviço Nacional para o Projeto Cultural, da Conferência Episcopal Italiana, pretende reconstruir historicamente o pontificado de João Paulo II.

Choque histórico

"Chegou a hora - disse, na apresentação do livro, Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant'Egidio e autor da ideia deste projeto - de passar do patrimônio dos sentimentos despertados em todos nós pelo pontificado de Wojtyla à investigação histórica."

João Paulo II, de acordo com Riccardi, "não foi apenas um choque, mas também a terapia diante de duas crises fundamentais do cristianismo em 1978". Uma na Europa Oriental, onde "o medo inspirado pelo comunismo fazia pensar que a Igreja já não poderia fazer nada, e onde Wojtyla representou, no entanto, uma esperança".

E outra no Ocidente, "onde se havia afirmado a ideia de uma crise incontrolável do cristianismo frente ao secularismo, com relação à qual a eleição do Papa polonês demonstrou como a instituição milenar da Igreja ainda era capaz de juventude".

Choque diplomático

O acontecimento de 16 de outubro de 1978 foi capaz de mudar as relações internacionais. "Certamente - disse Lucio Caracciolo, diretor da revista geoestratégia italiana Limes -, isso marcou o fim da ostpolitik ["Política do Leste" em alemão, N. do T.] da Santa Sé", que, diante dos países do Leste atrás da Cortina de Ferro, "tornou-se muito mais incisiva e focada na figura do Papa, quem não aceitava o status quo, e teve um impacto único e talvez exclusivo na história. Enquanto nas chancelarias da Europa "prevalecia a prudência, na certeza de que a União Soviética duraria muito tempo, Wojtyla via com outros olhos uma outra época".

"As diplomacias, diante de uma mudança, reagiram com uma atitude conservadora, negando que coisas novas poderiam acontecer", constatou Caracciolo, concluindo: "A lição de João Paulo II nos diz, no entanto, que coisas novas podem acontecer".

Choque para a Polônia

Poucos podem afirmar isso com tanta certeza quanto o povo polonês. "O primeiro choque - lembrou Hanna Suchocka, primeira-ministra polonesa sob a presidência de Lech Walesa e hoje embaixadora no Vaticano - foi a imagem de Wojtyla no dia da sua eleição, que surgia da escuridão, levantando os braços para saudar a multidão na Praça de São Pedro."

"Foi um choque ainda maior para as autoridades comunistas - acrescentou Suchocka. Hoje sabemos disso devido aos documentos que estavam sendo preparados para estabelecer contato com o Papa que fosse eleito no conclave, ignorando a mediação da Igreja polonesa e, 'acima de tudo', do arcebispo de Cracóvia, Wojtyla..."

Quando se anunciou a eleição de João Paulo II, procuraram encontrar elementos positivos, dizendo: "Melhor um papa distante que um primaz próximo", mas sabiam "quão perigoso era para o sistema, pois ele conhecia seus pontos fracos e não era influenciável". A eleição de Wojtyla "mostrou as duas faces da sociedade polonesa: o temor dos comunistas e a incontrolável festa popular que lotou as ruas".

E, no dia da eleição, "João Paulo II, ignorando o protocolo, convidou a 'não ter medo'. Ninguém conseguia compreender a profunda influência destas primeiras palavras: tudo isto foi o choque inicial, que se tornou uma constante em um pontificado que mudou a Igreja e o mundo".

Choque surgido da fé

O cardeal Giovanni Battista Re tem a mesma opinião: "'Não tenham medo', 'abram as portas a Cristo': Nessas frases se resume a linha de todo o pontificado de João Paulo II", bem como na frase que ele pronunciou em Varsóvia, em sua primeira viagem à Polônia: "Não se pode excluir Cristo da história".

"Tudo o que motivou João Paulo II - enfatizou Re - influenciou a política e a história, mas nascia da fé."

"Nele, impressionava o perfil humano, a capacidade de falar às multidões, a profundidade do seu pensamento, o conhecimento do mundo graças à escuta de tantas pessoas, o fascínio dos jovens por ele."

Mas, sobretudo, "impressionava a intensidade da sua oração. (...) Como ele disse no santuário da Mentorella - concluiu o cardeal Re -, a primeira tarefa do Papa consiste em orar. Esta afirmação correspondia à sua mais profunda convicção".

(Chiara Santomiero)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Um pouco sobre o Coritiba Foot Ball Club

No ano de 1909, diversos jovens se reuniam no Clube Ginástico Teuto-Brasileiro Turnverein. Em uma das reuniões de Setembro a atenção de todos estava voltada para Frederico Fritz Essenfelder, importante membro do grupo, que apareceu no local com uma bola de couro na mão.

Após alguns cabeceios e embaixadas, Essenfelder apresentou o objeto aos colegas, explicando que se tratava de uma bola de futebol. O grupo de jovens se encantou com o novo esporte e passou a promover partidas entre eles no campo do Quartel da Força Pública.

Em pouco tempo, todos estavam completamente apaixonados e decidiram fundar um clube para a prática do futebol, primeiramente chamado de Coritibano Football Club. A fundação ocorreu no antigo Theatro Hauer, na noite de 12 de outubro de 1909. Em 1910, durante uma assembléia da diretoria resolveu-se alterar o nome para Coritiba Foot Ball Club.

Suas principais conquistas são o Campeonato Brasileiro de 1985 e os 34 campeonatos estaduais, sendo o recordista de títulos paranaenses. Possui ainda 2 Campeonatos Brasileiros da série B, conquistados em 2007 e 2010.

O Coritiba foi o primeiro time do Sul do Brasil a ganhar um campeonato de cunho nacional, o Torneio do Povo de 1973, o primeiro time do futebol paranaense a conquistar um Campeonato Brasileiro da Série A, e a disputar uma Copa Libertadores da América e uma Copa Sul-Americana; representando todo o pioneirismo do futebol paranaense no cenário futebolístico nacional.

Curiosidade 01 - Em 1909, ano de fundação do Coxa, a grafia da cidade era feita de duas maneiras: Coritiba, grafia européia, e Curityba, grafia tupi-guarani que significa "lugar com muito pinhão". Dez anos após, mudou-se para "Curitiba", porem o clube preferiu ficar com o nome tradicional.

Curiosidade 02 - Durante a partida final do Campeonato de 1941, um dirigente do Atlético/PR chamou o zagueiro alemão do Coritiba Hans Egon Breyer de "coxa branca". Os gritos acabam servindo de estímulo à equipe alviverde, que venceu por 3 x 1. O título foi muito comemorado e o termo virou sinônimo da torcida coritibana.

Curiosidade 03 - O Coritiba é o clube "alviverde" mais antigo do Brasil, seguido por Guarani (1911), Juventude (1913), Palmeiras (1914) e Goiás (1943).

Fonte: showdecamisas